Parcelamento de Consulta

Sua clínica é lucrativa? E o lucro está dentro de um padrão aceitável?

Dicas de Mario Tonzar Junior ajudam o dentista na organização das finanças do consultório.

É muito comum ouvirmos de nossos clientes a seguinte pergunta:
“Como saber se minha clínica está dando o lucro adequado?”

Para responder a essa questão, é preciso analisar a média do setor odontológico, pois há clínicas que ainda estão iniciando suas atividades e, provavelmente, ainda levarão um tempo para amadurecer e obter uma lucratividade adequada.

As clínicas que estão há mais tempo no mercado, alcançaram um padrão de estabilidade e faturam de acordo com a sua capacidade de atendimento devem ter um lucro apurado pela gestão de entradas e saídas de dinheiro no caixa, de forma estruturada, através de controles por planilhas ou software.

Como saber se o lucro da sua clínica é bom?

Apresento, de forma simples e clara, por meio de uma distribuição percentual de valores, uma boa amostragem da realidade do setor:

Receitas

Recebimentos 100% do faturamento

Despesas variáveis (correspondem aos procedimentos executados)

Pagamento da produção do dentista 35%
Impostos 7% (tributação pelo livro caixa)
Dentais 6% (tributação pelo livro caixa)
Protéticos 5% (tributação pelo livro caixa)
Total em despesas variáveis 53%

Despesas estruturais (são as despesas fixas mensais que acontecem mesmo sem nenhum atendimento)

  • Aluguel
  • Contador
  • Água
  • Energia elétrica
  • Internet
  • Funcionários

Enfim, todas as despesas fixas mensais para o bom funcionamento da clínica.

Separando as Contas

Um dos passos importantes para você definitivamente se enquadrar na categoria de empresário é saber administrar suas contas e definitivamente separar seus gastos pessoais das contas da clínica.

Sim. Você tem uma empresa; esta empresa não é você e você não é a empresa.

  • Com a confusão de contas, fica impossível fazer o controle financeiro de seu negócio.
  • Você não sabe o quanto ganha e o quanto pode gastar em sua vida pessoal.
  • Não consegue saber se pode assumir alguns compromissos e investimentos.
  • Fica em total escuridão!
  • Acaba gastando errado e depois se arrepende!
  • Não estabelece uma meta de investimentos.
  • Não sabe se o seu negócio é lucrativo ou não.

Como fazer?
Primeiro tenha em mente que não é o quanto você quer retirar para sua vida pessoal, mas sim quanto o negócio permite!

1. Estabeleça um Labore para você!

Se você trabalha na clínica como dentista, o labore deve ser sobre a sua produção média como dentista.

Exemplo: Para todo valor recebido de produção (atendimento) feito por você, durante os últimos 6 meses, calcule 40%.

Seus recebimentos médios :
Janeiro: …………..R$ 20.000,00
Fevereiro: ………..R$ 15.000,00
Março: ……………R$ 22.000,00
Abril: ……………..R$ 25.000,00
Maio: …………….R$ 18.000,00
Junho: ……………R$ 26.000,00
Total: ……………..R$ 126.000,00

Média = 126.000,00/ 6 meses = R$ 21.000,00 * 40% = R$ 8.400,00.

Esse valor será seu ganho como dentista!

É esse valor que você terá para seu orçamento doméstico. Esta é a maneira mais simples e efetiva de se calcular seus ganhos sem prejudicar o negócio.

O conceito é simples: você trabalhou como dentista, ganha como dentista.

Reveja de 6 em 6 meses e atualize!

2. Defina uma data e deposite em uma conta corrente separada este valor de labore. Faça todas as despesas pessoais por esta conta.

3. Viva e ajuste o seu orçamento pessoal (doméstico) com o que você pode ganhar.

Mas você pode me questionar: “e se eu não trabalho como dentista, apenas como administrador?”. Nesse caso, seu labore deve ser calculado de uma forma mais elaborada, respondendo a duas questões importantes:

  • Quanto cobra um profissional com os meus conhecimentos para exercer a função que exerço no negócio?
  • O negócio tem condições de pagar este valor?

Esses são os primeiros passos para separar as contas do consultório/clínica de seus gastos pessoais. A confusão de contas é o princípio e a origem do caos da organização financeira.

Temos vários depoimentos de clientes que ajustaram suas finanças com essa atitude.

Não deixe de fazer! No começo é difícil, mas transforme isto em um hábito e você será mais feliz!

Os 60% restantes devem ser administrados pela clínica para pagar as despesas do negócio e sobrar o lucro desejado.

“Como administrar o lucro” será tema de outro papo!

Abraço,

Separamos mais dicas para sua clínica aqui

Mario Tonzar Junior
Consultor de Finanças do Altera
Engenheiro Mecânico
MBA de Gestão de Negócios pela INPG; MBA em Inteligência de Mercado pela FGV;
Empreendedor e gestor de diversos negócios no ramo Odontológico desde 1985;
Diretor Adm. Financeiro do Altera – MKT

Sócios e Parceiros

Sociedade em negócios na odontologia:

Ao longo destes anos não foi raro encontrarmos clínicas que tinham dois ou mais sócios; na sua maioria, todos dentistas!

Sabemos que muitas sociedades nascem de um objetivo comum, como a opção de construir um negócio por conta própria.

No começo sempre é tudo mil maravilhas! Depois de algum tempo, algumas sociedades perduram com harmonia, mas, em muitas, as coisas andam em clima de conflito, e, em outras, culminam na dissolução da sociedade.

É triste, mas trata-se de uma realidade na qual é comum que a dissolução não termine bem.
A experiência nos dá pistas claras dos dois principais motivos para a desarmonia:

1. A falta de formalização (contrato social e um estatuto societário), que definam claramente os pontos principais da sociedade: funções e responsabilidades dos sócios, definindo com clareza quem cuida do quê, formas de ganho e como fazer a retirada pró-labore, entre outras coisas relevantes do funcionamento.

Inclusive este estatuto deve prever a forma de dissolução da sociedade, ou seja, como será a saída de um dos sócios e a forma de apurar o valor do negócio.

2. Falta de um propósito claro e assimilado por todos os sócios. A falta desse propósito comum gera a dissonância de interesses entre os sócios em relação ao próprio negócio, culminando nas rupturas.

Temos claro, portanto, que qualquer sociedade, para evoluir bem, deve cuidar desses dois pontos criando um ambiente corporativo ideal.

Esse ambiente ideal deve ter e preservar os itens:

IGUALDADE – Todos os membros da sociedade devem ter o mesmo tratamento, sem privilégios.
LEGALIDADE – Estatuto que seja justo para todos e defina claramente as condutas na sociedade.
RESPONSABILIDADE – As partes envolvidas devem estar cientes de seus direitos e deveres, assegurando que todos sintam que são importantes para o negócio.
TRANSPARÊNCIA – Nenhuma sociedade sobrevive em um clima de desconfiança, e a transparência evita esse mal.
EFETIVIDADE – Garantir que o negócio prospere com a colaboração de todos, produzindo resultados que são os objetivos da sociedade.
CONSENSO – Com o propósito de negócio definido claramente, buscar as melhores soluções para a sociedade como um todo e sem privilégios. Concordar sempre em benefício da sociedade.

O sucesso na implementação destas características ideais no ambiente de uma sociedade, além de prolongar a vida desta sociedade, trarão os seguintes benefícios para o dia a dia do negócio:

  • Colaboração para administração dos conflitos de interesse;
  • Respeito aos diferentes pontos de vista;
  • Diminuição dos eventuais problemas que podem surgir na relação entre sócios e gestores;
  • Evitar a quebra dos deveres e compromissos;
  • Manutenção da qualidade do clima organizacional.

E, se você faz parte de uma sociedade que ainda não cuida destes aspectos acima, procure se adequar, e com certeza vocês irão evitar muitos problemas. Sempre é tempo!

Se você está pensando em montar um novo negócio com sócio, procure usar nossa experiência; cuide dos pontos citados acima e tenha parceiros e não sócios.

Um forte abraço, e até a próxima!

Separamos mais dicas para sua clínica aqui

Mario Tonzar Junior
Consultor de Finanças do Altera
Engenheiro Mecânico
MBA de Gestão de Negócios pela INPG; MBA em Inteligência de Mercado pela FGV;
Empreendedor e gestor de diversos negócios no ramo Odontológico desde 1985;
Diretor Adm. Financeiro do Altera – MKT

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